"Cara, sua máscara faz parte da mistura…" 
Há rostos que se mostram e rostos que se escondem. Há máscaras que protegem e máscaras que devoram. 
O videoclipe de "Cara" mergulha nesse território incerto onde identidade e ilusão se confundem — um confronto poético filmado nas ruas de Vitória, Espírito Santo. 
"Cara fala sobre as máscaras que uma pessoa pode vestir de forma conveniente ao ambiente e ao que se quer. Sobre um relacionamento onde uma pessoa faz a outra achar que está louca, pouca.
 É como se falasse de lobo na pele do cordeiro; a palavra 'cara' aparece em sentido dúbio: um é pra falar sobre um rosto (ou homem); outro pra falar sobre valor, o meu." 
Eloá Puri No clipe, a música ganha corpo através da dança. O coreógrafo e bailarino Danilo dos Anjos ("Japa") transforma o confronto lírico em movimento, gestos que oscilam entre liberdade e defesa, exposição e disfarce. Na interação entre Eloá e Danilo, o "outro", real ou simbólico, emerge no jogo de corpos e olhares. 
"Cara" é um vídeo-dança, um ritual de exposição e ocultamento, uma experiência sensorial que convida a ver além da superfície. 
FICHA TÉCNICA
Artista: Eloá Puri Música: "Cara" 
Duração: 3'33" 
VIDEOCLIPE Direção e Fotografia: Gustavo Serrate 
Roteiro: Eloá Puri e Gustavo Serrate 
Coreografia e Dança: Danilo dos Anjos ("Japa") 
Direção de Arte e Figurino: Eloá Puri 
Produção: Eloá Puri, Danilo dos Anjos, Marília Café 
Fotografia Still e Apoio de Produção: Rosana Evangelista 
Montagem e Colorização: Gustavo Serrate 
Produtora: Cine 81 — cineoitoum.org 
Locações: Vitória, Espírito Santo, Brasil 
MÚSICA Composição: Eloá Puri e Marília Café 
Letra: Eloá Puri, Lara Nantes e Marília Café 
Produção e Mixagem: Daniel Silva 
Masterização: Igor Comério 
SOBRE ELOÁ PURI 
Eloá Puri é uma artista indígena da região do Caparaó, Espírito Santo. Cantora, compositora e escritora, sua música entrelaça ancestralidade afro-indígena com sonoridades contemporâneas — ritmos percussivos, elementos eletrônicos e a força de tradições diaspóricas. Seu álbum de estreia, "Luare" (2022), explorou a conexão profunda entre música e território ancestral. Em 2023, recebeu o prêmio de Melhor Composição Capixaba por "Você Não Me Conhece". Em 2024, lançou o show "Orutuna" — "valentia" na língua Puri — reafirmando sua conexão com a resistência indígena e a potência das mulheres na música brasileira.. 
Produtora audiovisual: Cine 81

Back to Top