APYTEREWA: VOZ CONTRA O SILÊNCIO
Em 2007, o governo brasileiro demarcou 773 mil hectares como Terra Indígena Apyterewa. Numa linha no mapa, a promessa: proteção para o povo Parakanã, que ali vive há gerações.
Dezesseis anos depois, aquele território está entre os mais desmatados do país.
Cerca de 1.600 famílias não indígenas invadiram ilegalmente a terra. Grileiros, pecuaristas, garimpeiros ocupam o que era floresta — 106 mil hectares desaparecidos. Enquanto isso, o Parakanã perdia voz. Não havia registro documental que pudesse ser levado a tribunais, a governos, a organizações internacionais. Havia apenas o silêncio.
O pedido da criação de um video
Em 2023, o Instituto Socioambiental (ISA) procurou a CINE 81 com um desafio: documentar não apenas os números, mas a realidade vivida: as ameaças contra vidas Parakanã, o roubo sistemático, a violência contra homens, mulheres, idosos e crianças. O vídeo seria ferramenta política: prova audiovisual para alimentar ações judiciais, denúncias públicas, mobilização internacional.
A demarcação havia acontecido. Mas sem imagem, sem testemunho gravado, sem voz. Estava morta.
O filme e seu peso
Direção: Gustavo Serrate
Som: Manuel Rangel
Produção: CINE 81
Som: Manuel Rangel
Produção: CINE 81
O documentário captura quem fala quando a terra fala durante a Marcha dos Povos Indígenas, em Brasília. Clama a presença Parakanã no espaço que lhe pertence, frente aos invasores, frente à lei, frente ao tempo que passa desmatando.
Desde 2023, operações de desintrusão começaram. O IBAMA retirou invasores, interditou crimes ambientais. Mas cada passo depende de ter o que mostrar. Esse vídeo é o que mostra.
Por que CINE 81 para isso:
Essa não é produção jornalística. Não é ativismo. É testemunho audiovisual: linguagem que atravessa fronteiras, que cabe em relatórios, em tribunais, em reuniões internacionais. CINE 81 especializa em transformar urgência em imagem para que a imagem se torne ação.